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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O Melhor Amigo do Homem

Comentário original postado em:
Amiga Ana, eu sei o que é perder um animal de estimação. É como tivéssemos perdido uma pessoa da família. Sempre criei diversos bichos na casa de meus pais. Agora cachorro eles nunca se animaram com a idéia. O tempo passou e já casado, meus filhos me pediram para criar um. Foi aí que impus as condições: Que fosse de raça, macho e que eles cuidassem. Arranjaram-me uma fêmea, de raça indefinida e que só cuidaram no começo, terminando sobrando para mim. Foi uma amizade instantânea que duraram muitos anos. Era brincalhona e bastante inteligente. Mas depois de certa idade, pegou uma doença que passou a fazer sofrer a ela e a mim. Fiz de tudo, mas não consegui sua cura. À noite eu já não conseguia dormir direito ouvindo sua inquietação no quintal. Depois de muita luta, resolvemos eu e seu veterinário, que o sacrifício era a única alternativa. Foi difícil, muito difícil, toda a família sentiu bastante e choravam as escondidas. O tempo passou e ninguém ia mais ao quintal, não tinha mais a Poly para brincar. E eu sempre repetia: “cachorro aqui nunca mais”. Eis que o desejo de voltar a ter um começou a contaminar toda a família e começamos a procurar um cachorro macho de raça dócil. Encontramos um dálmata muito simpático, hoje com quase doze anos, mas ainda muito esperto e brincalhão. O nome dele é Tobby. Costumo dizer que ele e meu neto são os meus dois patrões. Por condicionamento, o Tobby quando defeca, late para que eu vá apanhar suas fezes no canil. Todos acham graça, menos eu. Ana, que você consiga juntamente com seus outros cães, amenizar a saudade do Chiquinho. Um abraço, Armando.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Almoço do Cachorro

Comentário original postado em:
Caro Marco, eu me recordo, o ano era 1960, nessa época estávamos comendo de marmita e eu ia buscar todos os dias em minha bicicleta Monark. Um dia, já pertinho de casa, ao passar com o pneu por cima dos trilhos dos bondes, que não mais trafegavam nos trilhos e nem mais existiam, só que os trilhos permaneciam nas ruas, a bicicleta escorregou, fazendo com que eu perdesse o equilíbrio, derrubando a marmita que estava pendurada no guidom da bicicleta, abrindo as tampas, fazendo com que toda a comida se espalhasse pela rua. Além do meu desespero, pude ver também o de minha mãe, que já estava a me esperar na porta de casa, motivada pelo adiantado da hora. Todo nosso almoço acabava de ser posto em via pública, uma tragédia. Fiquei ali estático olhando toda aquela comida espalhada, o arroz, macarrão, salada e feijão, tudo misturado. Foi quando de repente, apareceu um cachorro e rapidamente abocanhou um lombo cheio de farofa, saindo em desembalada carreira, todo feliz a balançar o rabo. Assim lá se ia um dos pratos que eu mais gostava. O acidente chamou atenção da vizinhança, que solidária e penalizada, começou a enviar lá pra casa, pratos com comida para o nosso almoço. Naquele dia o cardápio foi novo e variado. Mas eu não conseguia tirar da minha cabeça o desespero da minha mãe e a alegria do cachorro, saltitante com o lombo na boca. Um abraço, Armando.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Mulheres Que Passaram Na Minha Vida, Deixando Marcas e Saudades

Comentário original postado em:
Armando Maynard disse...
Prezada Bárbara, belo texto em que você homenageia mulheres que deixaram marcas em sua vida, sendo-lhes importantes em sua formação. Você foi privilegiada pela natureza, pois ainda alcançou a sua bisavó. Do texto pincei algumas passagens que me chamaram atenção: “Muitos sofrem na vida, mas nem por isso perdem a ternura”. É um bom exemplo aos mais novos, que por muito pouco ficam aborrecidos e grosseiros, quando não já despertam irritados com o relógio. Você fala do “talco”, fazendo-me lembrar que antigamente era algo mais comum, acontecendo de algumas pessoas exagerarem em seu uso. “Ovo de cerzir”, lembro-me de uma cestinha de costura que havia na casa de minha mãe e dentro havia um de madeira envernizado. Atendendo sua sugestão, em poucas linhas lembro aqui algumas mulheres que também passaram na minha vida e que deixaram marcas e saudades: MINHA VÓ: Por parte de minha mãe, era uma pessoa de grande vitalidade, que terminou seus dias de vida presa a uma cadeira, por não poder andar, por causa de reumatismo e artrite. Conformada, costumava dizer que “pior seria se não estivesse com a cabeça boa”. Era lúcida e vaidosa, sempre a via sentada em sua poltrona, de cabelo bem arrumado. MINHAS TIAS DA LIMEIRA: eram quatro tias que moravam na Limeira - fazenda herdada de seus pais -, onde, nas férias escolares, eu ia passar alguns dias. Eram prendadas, principalmente na arte culinária, fazendo todo tipo de doces e deliciosas comidas. Eram muito organizadas e bondosas com seus empregados. Todos os dias, às dezesseis horas, preparavam uma merenda que era um verdadeiro jantar. MINHA MÃE: Era uma pessoa que pensava primeiro nos filhos. No almoço quando algum prato era de preferência de algum, não comia, só para que pudesse sobrar para nós, quando insistíamos para que comesse ela dizia: não, podem comer, “eu já comi muito dele em minha vida”. Era uma pessoa meiga, muito organizada e disciplinada, gostava de ler e se mantinha bem informada. Preparava doces e salgados muito finos, seu livro de receitas até hoje é um sucesso na família. Um abraço, Armando.
Sábado, 28 de Fevereiro de 2009 11h38min00s PST
Mais Mulheres Que Passaram ... Clique no link abaixo:

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mãe

Comentário Original postado em:
Armando Maynard disse...
Nos desligamos do cordão e crescemos, mas ela continua sendo o esteio por toda uma vida, principalmente quando pesa os problemas.
14 de Fevereiro de 2009 19:34

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Saudades de Meu Pai

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Armando Maynard disse...
O meu era meu fã e eu mais ainda dele, pela liberdade que sempre me deu, por acreditar em minha capacidade e torcer para que minha vida fosse melhor que a dele. Me orgulho muito do meu pai, que me ensinou as coisas mais importantes para esta vida, para que eu fosse um homem digno, honesto, justo, sensato e verdadeiro. Me ensinou a amar o rádio e o cinema. Quando precisou ir ao Rio de Janeiro fazer uma operação, não mediu esforços para aproveitar sua estadia num grande centro, e me trazer de presente, o meu primeiro projetor de cinema. Solange, cuida bem do seu, o meu já está na saudade. Obrigado pela visita ao "Recomentários". Um abraço, Armando [fetichedecinefilo.blogspot.com]
5 de Fevereiro de 2009 17:40

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Meus Dois Patrões

Comentário original postado em:
Como tratamos bem nossos cachorros! E ainda se diz, quando se tem uma vida difícil, "que se tem vida de cachorro". Num país como o nosso, estes animais são verdadeiros reis, pois o meu (um dálmata de ll anos), tem uma casinha, lugar para tomar sol, fazer suas necessidades, um quintal todo para correr e brincar,(mas é um cahorro mesmo, faz xixi, as vezes, no lugar errado para o besta aqui ter que limpar), tem água limpinha e fria, comida na hora, e um detalhe, quando defeca, avisa latindo para eu ir apanhar lá no canil. É mole, não são sempre durinhas, pois só come ração da pedigree...
4 de Fevereiro de 2009 13:05