quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Enfadonho Ensino Tradicional

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Caro Renan, com esses currículos ultrapassados, manter hoje um aluno, seja criança ou adolescente, sentado, quieto por cinqüenta minutos em uma sala de aula, não é uma tarefa fácil para um professor, quando este aluno tem em casa internet e TV por assinatura. As aulas tornaram-se tediosas, enfadonhas e maçantes. É preciso urgentemente que seja revisto o modo tradicional de ensino em sala de aula, muitas vezes sem nenhuma estrutura, ainda se usando quadros de giz, carteiras desconfortáveis, ambientes mal ventilados e de iluminação precária. Agora só tecnologia também não adianta, pois os recursos audiovisuais são ferramentas para serem agregadas a didática e conhecimento de um professor preparado, comunicativo, moderno, aberto, democrático, motivado e bem remunerado, que saiba interagir com a classe livremente, não se intimidando com as perguntas mais complexas e que quando não souber responder, se disponha a ir pesquisar, trazendo a resposta na próxima aula. Outra coisa que deve ser incentivado são as aulas práticas em parques ecológicos, como também nas indústrias e empresas. É preciso também que haja visitas sociais as regiões carentes, para que o aluno sinta o drama das pessoas e sugira soluções, passando a intervirem na situação sócio/econômica/cultural da sua própria cidade. Lembro de uma entrevista de Chico Buarque, ao falar do seu tempo de estudante, quando dizia da importância que teve para sua formação, as visitas que sua escola fazia com os alunos aos bairros da periferia. Um abraço, Armando.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um Recomeço Pela Mão Amiga

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E preciso que estejamos sempre disponíveis todo dia e o dia todo ao contínuo aprendizado, para que assim melhoremos cada vez mais nosso jeito de ser. Como é triste vermos pessoas que se julgam superiores, pensando serem mais inteligentes e bonitas ou até ricas, afastando do seu relacionamento colegas e amigos, com sua arrogância e prepotência, se tornando pessoas antipáticas e insuportáveis por causa de seu orgulho e vaidade. Uma das sabedorias do ser humano é o da convivência, do respeito mútuo, da humildade, procurando sempre fazer o bem. Mas pessoas que não possuem essas virtudes precisam sentir uma reação dos que o rodeiam, a fim de descobrirem que ninguém vive sozinho neste mundo. Sorte, quando existe por perto, um colega maduro seguro, sensato e conhecedor da vida, que com jeito e sabedoria, sabe fazer a abordagem, fazendo com que a pessoa decida a mudar seu comportamento, ou seja, recomeçar uma nova vida, como diz o Carlos em seu comovente relato de sua colega, que teve a sorte e a felicidade de tê-lo como orientador e amigo. Um abraço, Armando.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Almoço do Cachorro

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Caro Marco, eu me recordo, o ano era 1960, nessa época estávamos comendo de marmita e eu ia buscar todos os dias em minha bicicleta Monark. Um dia, já pertinho de casa, ao passar com o pneu por cima dos trilhos dos bondes, que não mais trafegavam nos trilhos e nem mais existiam, só que os trilhos permaneciam nas ruas, a bicicleta escorregou, fazendo com que eu perdesse o equilíbrio, derrubando a marmita que estava pendurada no guidom da bicicleta, abrindo as tampas, fazendo com que toda a comida se espalhasse pela rua. Além do meu desespero, pude ver também o de minha mãe, que já estava a me esperar na porta de casa, motivada pelo adiantado da hora. Todo nosso almoço acabava de ser posto em via pública, uma tragédia. Fiquei ali estático olhando toda aquela comida espalhada, o arroz, macarrão, salada e feijão, tudo misturado. Foi quando de repente, apareceu um cachorro e rapidamente abocanhou um lombo cheio de farofa, saindo em desembalada carreira, todo feliz a balançar o rabo. Assim lá se ia um dos pratos que eu mais gostava. O acidente chamou atenção da vizinhança, que solidária e penalizada, começou a enviar lá pra casa, pratos com comida para o nosso almoço. Naquele dia o cardápio foi novo e variado. Mas eu não conseguia tirar da minha cabeça o desespero da minha mãe e a alegria do cachorro, saltitante com o lombo na boca. Um abraço, Armando.

sábado, 24 de outubro de 2009

O Poeta e a Morte

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http://gvpoeta.blogspot.com/2009/10/o-ultimo-passo.html
Uma coisa tenho como certa,
Que para todo poeta,
Apesar de cultuar a vida,
Falar da morte é mais fácil,
Ao escrever de quem parte,
Faz poesia da morte.
Olá Carlos, estou treinando para ser poeta. Está vendo aí! e o responsável vai ser você. Um abraço, Armando

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Bodas de Amor

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E disse Ana em sua postagem, sobre a comemoração das Bodas de Seda: "(...) Construímos uma família, contra tudo e contra todos". É amiga Ana, como nesta vida as histórias se repetem. Incrível são as dificuldades para se chegar ao casamento, tendo que se enfrentar uma série de percalços e o que é pior, pessoas amigas, conhecidas e da família, que acham que os jovens e até mesmo os maduros casais, não sabem fazer a melhor escolha e apregoam que aquele relacionamento não irá dar certo, pois dizem que pela experiência e vivência que têem, estão vendo bem à frente e querem porque querem interferir no destino do casal que está a se formar, tentando mudar a sua história. Mas, felizmente, na maioria das vezes o amor vence. E sabe mais, quando dá errado, quase sempre o tempo mostra que os bons momentos que foram passados juntos, valeram a pena, ou seja, foi bom enquanto durou. Mas aqui não é o caso, aqui é só festa e comemoração, com os pés no chão, claro. Uma história de um casal normal, que se ama, briga, discute e sabe enfrentar, juntos, os conflitos do dia a dia, não se acomodando, aprendendo a lidar com o contraditório e as diferenças de cada um, respeitando o espaço e a liberdade do outro, a fim de crescerem juntos como condiz a pessoas equilibradas e inteligentes. Que venham muitas outras bodas e, por que não, que passe até das bodas de jequitibá... Um abraço, Armando.

sábado, 17 de outubro de 2009

Caos na Saúde Pública de Sergipe

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http://dremersonvereador.blogspot.com/2009/09/emenda-58.html
Sou um assíduo ouvinte de rádio e ouço todos os sábados a partir das 13 horas o programa “Fala pra mim” apresentado por Dr. Emerson, na Rádio Atalaia AM de Aracaju. Considero o programa uma tribuna livre a serviço da cidadania, que dá oportunidade aos sem vez e sem voz de se manifestarem livremente, expondo seus anseios e dificuldades de toda ordem, fazendo do rádio um instrumento de aperfeiçoamento democrático. Neste sábado (17 de outubro), o tema abordado foram os péssimos serviços de saúde pública prestados pela capital e municípios sergipanos. O precário atendimento feito pelo SUS - Sistema Único de Saúde e a balburdia que se estabeleceu no Hospital João Alves Filho e nos Postos de Saúde da capital. É grave e preocupante o estágio a que deixaram chegar a nossa saúde. É vergonhoso e desumano o atendimento nos hospitais públicos, com pacientes amontoados pelos corredores em macas e cadeiras a espera de um atendimento. Faltam médicos, pessoal de apoio, enfermeiros, medicamentos, um verdadeiro caos. Há muito tempo nossa saúde vive na UTI e os gestores municipais e estaduais ficam a tomar medidas paliativas, enquanto os problemas vão se agravando, chegando ao ponto de pessoas falecerem em plena fila de espera de atendimento. De parabéns o Dr. Emerson, que está fazendo a sua parte como político, médico e âncora de programa radiofônico, mas é preciso que o cidadão, usuário do SUS, se indigne, grite, proteste, reclame, reivindique, denuncie, procure a justiça, dê queixa na polícia e exija seus direitos que estão assegurados na constituição, de uma saúde digna, humana para todos, sem distinção e que trate o paciente com respeito. É assim que forçará os governantes a tomarem providências sérias e definitivas, passando a elegerem como prioridade a saúde da população, pois eles quando adoecem, tem seus excelentes planos de saúde e quando o caso é mais grave, procuram os hospitais dos centros mais desenvolvidos. O que não se pode é morrer calado. Um abraço, Armando.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Minha Primeira Monark Zero

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Olá Gabriela, boas lembranças de um tempo em que a única preocupação era brincar. Sua história me faz lembrar um momento quando criança, que muito me marcou. Um amigo de meu pai chegou à minha casa com uma bicicleta Monark zero. Era o meu sonho ter uma bicicleta nova. Disse ele que tinha comprado naquela semana e, não parava de elogiar a mesma. Foi quando me perguntou se eu não queria dar uma volta no quarteirão. Prontamente aceitei, depois de ouvir suas recomendações para que eu tivesse muito cuidado para não arranhar sua pintura. Ao voltar para devolvê-la, meu pai já me esperava com seu amigo na porta de casa. Quando parei a bicicleta, ele me perguntou: e aí, gostou? Respondi: é uma dessa que eu quero ganhar, aí ele falou, pois essa é sua. Foi uma emoção muito grande...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Dois Assuntos: Felicidade e Novas Mídias

Comentário original postado no blog:
A vida é feita de sonhos, desejos, dúvidas, alegrias, decepções e muitas experiências, que aos poucos nos fazem ir desbravando paulatinamente o dia a dia, com ajuda de pais, familiares e amigos. Todo começo é difícil e com a vida não é diferente, quando um pequeno ser frágil, tímido e medroso, tem que enfrentar um mundo desconhecido, cheio de dificuldades, surpresas e desafios. A partir do momento que passamos a ter consciência, iniciamos a busca da realização de nossos sonhos (projetos de vida) cuja meta é a nossa realização (consciência tranqüila, segurança e paz). Tudo isso para ser encontrado é preciso que se perca o medo, e se vença barreiras e obstáculos, para que no fim se conquiste o almejado por todo ser humano que é a felicidade. Para isso, às vezes, é determinante a ajuda de um amigo, que, possuidor de mais sabedoria, tenha o poder de nos fazer abrir a mente e os olhos para um mundo novo, que se descortina à nossa frente e que, até aquele momento, não conseguíamos enxergar.Caro Renan, essa é a minha leitura de sua bonita fábula.
Quanto ao seu pertinente comentário no blog Mídia Depressa, tenho a dizer que sou do tempo do grande “Jornal do Brasil”, das revistas “O Cruzeiro” e “Manchete” com seu cheirinho de papel e tinta, tradicional da editora Bloch. Até hoje sou fascinado por bancas de revistas & jornais e continuo amante da mídia impressa e não quero de forma alguma que acabem. Concordo com você, achando também que tem que haver uma mudança radical na mídia tradicional e certamente haverá, com a mesma se democratizando muito mais ainda, dando a importância devida a quem merece - o leitor, aumentando seu espaço nas sessões de cartas e opiniões, para que ele possa expor mais suas idéias e críticas, dinamizando a interatividade, que nesses meios, comparado à mídia digital, ainda deixa muito a desejar, resquícios de compromissos, vaidade, orgulho e medo. E continuo torcendo sempre, pelo que é mais importante, um jornalismo de conteúdo, cada vez mais ético, responsável, isento, verdadeiro e transparente, para que tenhamos um povo de opinião, bem informado, politizado, educado, culto e consciente de seus diretos e deveres. Tenho dito! Um abraço, Armando.