Comentário original postado em:
Olá Fernanda, é sempre polêmico o assunto religião. No seu relato, podemos constatar a grande omissão da Igreja Católica, quando fechou os olhos para a escravatura. Mas não foi só isso, somos sabedores pela história, que a mesma extrapolou em suas perseguições de caça às bruxas no período da Inquisição, sem falar em outras omissões, a fim de ficar de bem com o poder. Houve uma época em que a Igreja Católica Brasileira era mais crítica no que se refere à religiões afro, mas, ultimamente, com o avanço do sincretismo, principalmente na Bahia, amenizou um pouco. O Brasil é um estado laico e a liberdade de culto é garantida pela constituição. Qualquer prática religiosa, desde que respeite a integridade dos seres vivos e não interfira no livre arbítrio, tem que ser respeitada. A liberdade de religião inclui ainda a liberdade de não seguir qualquer religião, ou mesmo de não ter opinião sobre a existência ou não de Deus (agnosticismo e ateísmo). Crenças são frutos da formação cultural e do meio em que o indivíduo foi criado, recebendo influências, primeiramente dos pais, depois da família, amigos e escola. O mal da religião é quando interfere na liberdade do crente, querendo ditar normas e fazendo escolhas pelo seguidor, mudando sua história de vida. Nisso tudo, o mais grave é o preconceito, que motiva conflitos entre pessoas, com discussões tolas. É preciso que todos respeitem as crenças, as práticas religiosas, suas tradições e seus rituais, pois a ideologia da crença, faz parte da individualidade de cada um. Religião é algo de forum íntimo e existe para ligar, harmonizar, fazer o bem e não para separar, criar desavenças, guerras, mortes e desgraças. É que cabeça é um negócio sério. Há tempos atrás, pude ver um vídeo feito por uma câmara de vigilância de um ônibus, onde mostrava o assaltante fazendo o sinal da cruz, antes de iniciar um assalto aos passageiros. Já no oriente médio, os “homens bomba” fazem uma oração antes de se explodirem, matando-se e matando, muitas vezes, centenas de pessoas que estavam nas proximidades. São os fundamentalistas. É triste, não é essa a função da religião. Um abraço, Armando.