segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Época de Aparências: "Mais Vale Ter do Que Ser"

Comentário original postado em:
Armando Maynard disse...
Prezada Camila, as pessoas estão cada vez mais individualistas, como você bem diz, só têm tempo para ganhar mais dinheiro e pensar em seus problemas e interesses, e o que é pior, para conseguirem galgar as posições que almejam, pouco estão se importando com o próximo. A moral e a ética nestas horas são totalmente esquecidas, o que vale são as metas a serem alcançadas, de um melhor trabalho ou cargo. As profissões deixaram de ser escolhidas por vocação, e sim pelas que forem mais rentáveis, e que dê mais status. Escolhas estas, muitas vezes estimuladas e apoiadas pelos próprios pais. Vivemos uma época em que as aparências exercem uma importância muito grande, fazendo de você uma pessoa de sucesso, quando possui um carro novo, um celular de última geração. Hoje vale mais o ter que o ser. O altruismo, o despojamento, a caridade e o voluntariado, vão sendo desprezados pela falta de tempo e pela ganância, o consumismo exagerado, somados às vaidades, terminam sendo mais um mal do século. Enquanto isso cresce a falta de educação, somados à alienção e o emburrecimento junto aos jovens e adultos. A violência toma proporções assustadoras em todas as classes sociais. Até na hora da alegria, como nas comemorações das torcidas nos estádios de futebol, e nos trotes das faculdades. Não esquecendo da marginalidade que vem aumentando assustadoramente, agora depredando e incendiando carros nas ruas. Muito de tudo isso, é em decorrência do abandono do estado,(que fica preocupado com a Copa do Mundo de 2014) enquanto problemas sociais se avolumam cada vez mais, pois a desproporção entre ricos e pobres são agravadas cada vez mais, pela injusta divisão de rendas, uma reforma agrária capenga, e diversos projetos adiados e não votados no modorrento congresso. Enquanto isso, fica o govermo com seus discursos fáceis e política econômica que privilegia os ricos, e dando esmolas em forma de bolsas família aos pobres. Cara Camila, vivemos uma época de egoísmo e que, infelizmente, vigora a lei popular de que: "farinha pouca, meu pirão primeiro". Parece um discurso pessimista, mas , no mínimo desabafamos, você com seu post provocando o meu comentário/desabafo, que deixa a sensação de que estamos fazendo a nossa parte. Um abraço, Armando

3 comentários:

nobreza disse...

Concordo com cada vírgula, cada palavra deste teu comentário.

E digo mais, puxando um pouco a brasa para nuestro país: repare os modelos de ascensão profissional/social que temos hoje. O craque, o modelo, o ator, a dançarina, a modelo, a apresentadora, o pagodeiro, o "funkeiro", os brothers confinados, a capa da playboy, os malhadões...

Tudo a ver com livros, estudos, ética, valores, consciência, não?

Esse é o grande problema: temos referenciais - e não apenas no Brasil, mas no mundo - que são seres absolutamente descartáveis, que não tem nada a oferecer além da forma, da "fama" passageira dos 15 minutos, da futilidade e do "sucesso" a qualquer custo.

Tá complicado esse mundo cada vez mais "de plástico".

abs!

http://grooeland.blogspot.com

(Carlos Soares) disse...

Não tenho muito a dizer. Só que concordo com tudo isso,amigo. Obrigado por sua atenção lá no meu blog. Um abraço.

Dona Sra. Urtigão disse...

Armando,
vim retribuir a visita e me deparo com um blog que já havia visitado mais de uma vez (tenho certa dificuldade em guardar nomes, desde sempre) e que achei ser uma ideia genial.
Quase copiei, mas meio intimidada com questões de cópias, plágio, marcas, bem como do conteudo de seus comentarios versus os meus, (o humano sempre busca comparações para autoafirmação).
Agradeço a visita e as palavras gentis, se bem que não entendi os sete a mais, em seu perfil são 58, eu em breve chego aos 57...ou como prefiro acreditar, aos 114.
Quanto a este seu texto/comentario, penso que temos a tendência (humanamente) de atribuir a nossa época caracteristicas que são do humano desde sempre. assim, vemos na historia do pensamento ou das questões sociais e em diversos modelos culturais, o individualismo, a ganância, de todas as formas que voce elencou. Já na grecia classica, ou anterior, os textos de Platão/Sócrates referiam-se a esses mesmos problemas dos jovens. Não vou me alongar, pois chegar na casa dos outros e falar sem parar é meio/muito feio, né. E já passei do razoável.
Abraço.